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quinta-feira, 14 de maio de 2020
Guava Island
Fazia tempo que não assistia a um filme tendo aquela sensação boa de surpresa. Sem ficar fuçando no celular bem no meio da apresentação.
Guava Island (2019) apresenta a história de amor entre Deni e Kofi numa ilha com um sistema totalitário onde todos trabalham para uma única empresa. Existe uma segunda relação de amor entre Deni, a música e a liberdade representada pela forma despretensiosa e relaxada com a qual o protagonista é apresentado.
Childish Gambino, pseudônimo de Donald Glover se investe de seu personagem em This is America mas de maneira mais natural e com mais tempo de tela nos agracia com suas danças peculiares e com uma afinação musical para cantar que eu desconhecia (não acompanho a carreira do ator como músico).
Quanto a Rihanna, bem, o que dizer de uma mulher que sempre está bela nas fotos mas que aqui estava investida numa mulher comum. Bonita ainda, mas comum. Devo admitir que foi uma das coisas que me chamou a atenção. Suas roupas, cabelo. Até a forma de andar não lembrava em nada aquela mulher poderosa criada pela indústria da mídia.
Me surpreendeu também o fato de a trama se passar em uma fictícia ilha chamada Guava tendo como cenário original a ilha de Cuba. Acho que esta foi a primeira vez que eu vi algo filmado lá. Durante todo o filme fiquei me perguntando que lugar era aquele sem obter resposta. As ruas de terra, casas pobres, igreja humilde e predominância de pessoas negras me fez lembrar de muitos locais pobres no Brasil
O filme em si tenta ser um musical e conta uma história de opressão e sobre a importância de se ter um tempo para a diversão. Literalmente ter uma folga para o trabalho chato e repetitivo. Me fez pensar o quanto por vezes entramos no automático e deixamos que as "prioridades" e obrigações da vida se sobreponham sobre o que de fato nos faz faz bem que é viver a vida com quem amamos e com quem nos faz bem.
Final é meio que previsível mas nem de longe tira a leveza e a despretensão com a qual a história segue. Diversão boa para a quarentena.
quinta-feira, 9 de março de 2017
A folha e a flor
Ao longe a folha de uma árvore via uma roseira. Dentre todas as rosas havia uma que parecia mais vermelha que as demais.
Encantada com tal beleza a folha passava a maior parte do tempo olhando para aquela rosa. Era hipnotizante e ainda assim curiosa. Por mais que se olhasse uma nova beleza parecia surgir.
O vento soprava e com raiva a pequena folha ficava. Como poderia os alísios serem tão ruins assim ao ponto de desviar seu olhar daquela direção.
Passavam dias e a atenção da folha era para uma única coisa. Sua fixação era tão grande que mal reparava nos espinhos que furavam as pessoas que se aproximavam.
Numa bela manhã de um dia frio notou que as pessoas passavam e encaravam a sua árvore e suas irmãs folhinhas. Curiosa, desviou seu olhar para um lado e viu uma de suas irmãs meio amarelada. A do outro lado, avermelhada.
Mais pessoas passavam e olhavam, apontavam e fotografavam. Podia algumas folhas desbotadas serem mais bonitas que uma flor?
Ciente da novidade a pequena folha se encantou. De tanto se achar feia esqueceu-se do que realmente importava. Todos tinham seu lugar ao sol e o dela havia chegado.
A beleza está oculta nas pequenas coisas. Ser folha pode ser uma experiência mais intensa do que ser flor
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Nada não
Nada tem gosto
Nada tem cheiro
Nada é um enrosco
Nada é encrenqueiro
Nada é chiado
Nada magoado
Nada irritado
Nada é chapado
Nada desanda
Nada é turvo
Nada encanta
Nada tão curvo
Nada em mim
Nada em você
Nada é não
Nunca é nada
E por nada não
Perdi a parada
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Halo Primordium
O texto abaixo possui informações sobre o enredo do livro e personagens da série de jogos Halo. Sendo assim prossiga com a leitura apenas se de fato tiver curiosidade sobre os eventos desta história.
Halo Primordium é o segundo livro da trilogia "Saga dos Forerruners" e sucede a narrativa iniciada em Halo Cryptum.
A história é focada nas lembranças de um monitor encontrado quase destruído em um Halo por pesquisadores humanos após os eventos narrados no jogo Halo Combat Evolved. Tal monitor diz ter sido humano no passado e que seu nome era Chakas.
Na trama, Chakas se vê perdido em um Halo após a queda da nave que o transportava. Para aqueles que leram o primeiro livro, sabem que o desfecho deste é o aprisionamento de Chakas, Elevação, Bornstellar e o Didata pelo Mestre Construtor.
O Mestre Construtor foi o responsável pela construção dos Halos. Estruturas gigantescas que serviam como arma contra o Flood e que se disparada eliminaria toda a vida senciente no universo.
O mestre Construtor também foi responsável por liberar o "Cativo", chamado pelos Forerruners de "Primordial" de sua prisão em Charum Hakkor (última cidadela humana) e de transportá-lo para o Halo em que a história se passa.
Salvo da queda por Vinnevra, uma humana nascida no Halo, Chakas inicia sua busca por seu amigo Elevação e pelo Forerruner Bornstellar. Ele acredita que seus amigos devam ter sobrevivido a queda de suas respectivas naves.
Vinnevra o apresenta a seu avô Gamelpar - no livro é descrito que tanto ela quanto seu avô possuem pele escura e se assemelham com os aborígenes australianos - que nasceu em Erde Tyrene (Terra), mas ainda criança foi levado ao Halo.
O trio de protagonistas começam a ter manifestações de antigos guerreiros que lutaram contra os Forerruners na guerra dez mil anos antes. Chakas vem a descobrir que o geas implantado nele pela Bibliotecária era a do comandante Forthencho, o Lorde dos Almirantes, grande inimigo do Didata no passado.
Após uma série de aventuras e de uma tensão amorosa com Vinnevra nunca desenvolvida, finalmente Chakas encontra Elevação e descobre o que aconteceu com o Halo em que estão. A Bibliotecária havia coletado vários humanos e os colocado na instalação 07 (nome dado a este Halo em que a história se desenvolve). Sabendo que os humanos haviam descoberto uma maneira de se tornarem imunes ao Flood, o Mestre construtor decidiu realizar experimentos neles na tentativa de descobrir uma maneira de se defenderem. Os experimentos geraram atritos entre os construtores e os modeladores de vida. Uma guerra se instaurou entre estas castas e o Flood, contido nos laboratórios chamados Palácios da Dor foram liberados contaminando a todos, menos aos humanos imunes. Durante as batalhas, várias partes do Halo foram sabotadas e ele está para colidir com um planeta próximo que Chakas descreve como tendo a cara de um lobo devido ao formato de sua superfície e das sombras projetadas.
Ocorre uma reviravolta na história e o grupo é encaminhado a sala do Cartógrafo Silencioso pela geas de Vinnevra. Lá eles encontram um monitor muito poderoso que foi corrompido pelo poder do Primordial. Este monitor quer agora a destruição de seus criadores, os Forerruners, mas ele sabe que para que seu plano se realize é necessário salvar a si, ao Halo e aos humanos que agora são considerados os novos mestres da estrutura.
Chakas é conectado ao Cartógrafo Silencioso que possui todo o conhecimento sobre o Halo. Sua mente se abre e ele passa a ter todo o conhecimento necessário para salvar a todos. Enquanto conectado a esta máquina, uma frota de naves se aproxima da instalação e descobre-se que se trata do Didata que tenta a todo custo salvar o Halo. Aqui surge um dos últimos mistérios do livro: Por que o Didata que em Cryptum era contrário a construção dos Halos queria a todo custo salvar aquele da destruição?
Descobre-se que este Forerruner, apesar de se parecer por demais com o Didata é Bornstellar que se desenvolveu como um guerreiro servidor e que praticamente não possui mais traços de sua casta original, a dos contrutores. Bornstellar está seguindo ordens da Bibliotecária que quer salvar os humanos dentro do Halo.
Bornstellar pede a Chakas que o ajude a manejar o Halo de modo a ele não colidir com o planeta. De posse de novos poderes assim por dizer, Chaka realiza o pedido mas vê seu corpo definhar e sua mente ser transferida aos poucos, através do Compositor para um monitor. Ele mais adiante passará a se o monitor 343 Guilty Spark visto nos jogos Halo 2 e Halo 3.
Após a destruição do grande monitor que controlava a instalação, Bornstellar, agora Didata e Chakas, ainda no corpo humano deteriorado vão ao encontro do Primordial que solta de seu corpo o pó que infecta a todos com o Flood. Eles descobrem que o Primordial é de fato o último dos Precursores e que este deseja a aniquilação dos Forerruners. O Primordial diz que o Flood não é uma praga mas algo que trará o consenso a galáxia pois fundirá todas as formas de vida. Ele diz que os Forerruners não são dignos de carregarem o manto e que este deverá ser passado aos humanos.
Para a surpresa de todos, o Primordial diz que os humanos não são realmente imunes e que o Flood decide quem quer contaminar. Ele diz que os humanos se desenvolverão, acumularão conhecimento para no futuro serem assimilados pelo Flood também.
O livro termina com o Cativo morrendo, Chakas se tornando um monitor e vendo Vinnevra e Elevação pela última vez.
Chakas, agora Guilty Spark se apodera da nave humana em que estava sendo estudado suprimindo sua inteligência artificial e inicia uma busca pela Bibliotecária que ele acredita ainda estar viva.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Eira nem beira
Minha morena faceira, minha flor de laranjeira que me deixa sem eira nem beira com estes teus olhos negros da cor do fruto da jaboticabeira.
Venha e me cause cegueira com esta luz de candeia que teu sorriso permeia na escuridão desta noite de lua cheia.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Halo Reach
Por muito tempo o livro foi a única maneira de se narrar uma história. Então, surgiu o rádio que com toda a sua facilidade podia trazer informações, lazer e cultura de forma mais prática. Depois a televisão que somava tudo isso a imagem.
Muitas histórias foram, são e serão contadas nestes formatos, porém, existe um outro aparelho que de brinquedo passou a entretenimento sério e hoje está galgando a posição de distribuidor de informações: o videogame.
A introdução acima se faz necessária para que se entenda o que é a série de jogos Halo. Trata-se de uma mitologia multicanais distribuída principalmente por meio dos videogames, mas por livros, gibis, seriados e filmes também.
Halo Reach talvez seja a melhor história já contada nesta série porque trata das questões que culminaram no primeiro jogo da série: Halo Combat Evolved.
Estamos no futuro, séculos a frente, a raça humana está em guerra com o Covenant, um conglomerado de raças alienígenas que tem em comum uma mesma religião. Tal raça começa a invadir e conquistar as colônias humanas em diversos planetas, seu destino, a Terra. O planeta Reach é a colônia humana mais importante, é lá onde a UNSC (United Nations Space Command) desenvolve tecnologias bélicas. Lá é também o local onde foi desenvolvido o projeto Orion que deu origem aos Spartans, entre eles o famoso John-117, o Master Chief.
A história começa com o Noble Team sendo escalado para verificar a interrupção de um transmissor de comunicação da UNSC. Esta equipe é formada por cinco Spartans com altas patentes. O jogador assume o papel do sexto integrante que recebe o nome de Noble SIX.
Ao investigarem o problema do transmissor, que até então pensava-se ser obra de dissidentes terroristas, descobre-se que o Covenant invadiu o planeta sem que os humanos percebessem e estão preparando aquilo que será uma invasão maior e por fim a conquista de Reach.
O Jogo possui dez missões em que várias habilidades serão requeridas. Os gráficos são belos e a narração em português faz com que o entendimento da história seja fácil.
Neste jogo conheceremos personagens principais do universo Halo como a doutora Catherine Halsey, mãe do projeto Spartan, a inteligência artificial Cortana, companheira inseparável de Master Chief. Será visto pela primeira ver um artefato Forerunner e a nave Pila de Outono.
Para aqueles que se interessam não apenas pela jogabilidade mas por um enredo envolvente e quer entender a história por trás desta série de jogos, o correto é jogá-los na seguinte sequência: Halo War, Halo Reach, Halo Combat Evolved, Halo 2, Halo 3 ODST, Halo 3 e Halo 4. Note que os jogos não estão organizados por data de lancamento e sim por ordem cronológica da mitologia.
Boa história, boa jogabilidade, bom entretenimento. Halo Reach é a prova de que boas histórias podem surgir em qualquer mídia inclusive em uma mídia ainda vista como coisa de criança como o videogame.
domingo, 16 de junho de 2013
sábado, 15 de junho de 2013
Arnaldo Antunes - Socorro
A insatisfação é uma qualidade ou defeito exclusivamente humano. Somente nós podemos sentir que falta algo ou que tudo está errado. Reclamamos, sofremos, nos revoltamos e tudo isso faz parte de um ciclo que nos torna mais duros.
Quando jovens, amamos feito desesperadamente, amamos a vida, amamos as coisas, amamos a vitória, amamos a alguém, mas na velhice, muitos olham para trás e dizem apenas que o amor em suas vidas foi uma ilusão.
O ato da entrega muitas vezes nos caleja e de tanto sofrermos nos tornamos frios. Insensíveis as sensações que fluem ao nosso redor.
É um processo de revolução constante que mais nos agride que nos consola. A vida moderna sempre vai cobrar o preço por suas supostas facilidades.
O mais importante é não esquecermos do que nos faz felizes porque em tempo de revoluções urbanas como estas que vivemos, nada mais importante que ter sentimentos.
sábado, 20 de abril de 2013
Man of Steel - Estou na expectativa
Acho que nada consegue fazer eu lembrar da minha infância com tanta nostalgia como um gibi. A vontade que tinha de ler e viver naqueles mundos fantásticos. As brincadeiras, as toalhas de banho amarradas nas costas como se fosse a super capa. Tenho saudades.
Particularmente nunca gostei muito do Batman e mais agora nesta fase dark onde o nível de insanidade e brutalidade do personagem parece ter vencido a disputa pelo lado detetive e investigador que fez com que o personagem surgisse.
O Superman, por outro lado, sempre foi o bastião da justiça. Pode parecer piegas, mas ele era um bom exemplo para crianças e acho que esta era a essência dele. Ninguém é totalmente bom, mas para efetivamente nos tornamos algo próximo disso, precisamos que um norte, precisamos de exemplos, precisamos de heróis.
Dito isso, assisti ao trailer do filme Man of Steel que estreará em 12 de Julho. E apesar de seguir os novos padrões de ação, sinto que este será o melhor filme de super heróis feito recentemente.
Torço para que a surpresa seja boa e que possa me empolgar e muito com o Superman novamente.
* O trailer foi retirado do site do Omelete. Lá eles têm um canal bem legal com um monte de informação sobre este filme e muitos outros.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Um sonho a mais
Um sonho, apenas um sonho...obstinado e relutante, ainda assim um suspiro, um momento singelo.
Entre devaneios e delírios de realidade caminhamos, com os pés nus. Rachados e doloridos, mas ainda assim livres para irem onde quiser, onde a cabeça mandar...
Sonhos que vão, sonhos que vem e nessas idas e vindas vamos nos moldando. Uns mais fortes, outros mais calejados e alguns mais loucos mas nunca estanques, nunca parados, porque parar é o mesmo que deixar de existir e falta de existência é morte... ainda que se respire.
Sonhe mais, sonhe alto, deseje. Queira estar no olimpus, queira estar feliz. Deseje um sopro de inspiração.
São os tais ventos da mudança que criam a coragem necessária para nos movimentarmos, para irmos além, ainda que não saiamos do lugar.
Sonhe, sonhe de novo e sonhe mais uma vez...
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Inferiores e mesquinhos mas com muito samba no pé
Gosto de ler reportagens sobre personalidades mundiais que aportam aqui no Brasil. São essas idas e vindas que me faz perceber o quão inferiores e mesquinhos os brasileiros são.
Carnaval correndo solto e o que o povo queria saber é como seria a passagem do fenômeno Psy por estas bandas. Eis que leio matéria na Veja onde é descrito a passagem relâmpago do cantor pelo país. Ele se isolou de todos aqueles que queriam vê-lo. Era notória sua indisposição com o que ele estava vendo.
As pessoas por aqui costumam esperar, ou melhor, exigir que um estrangeiro que venha para cá, jure amor eterno ao Brasil, que se rasgue em elogios ainda que estes passem longe de serem verdadeiros.
Muitos famosos seguem esta cartilha fingindo algo que realmente não sentem. O Psy, aparentemente, só demonstrou o descontentamento que estava sentindo por estar vivenciando esta experiência em terras tupiniquins. Até o momento está sendo mais que sincero com todos e consigo.
Deve ser uma dureza estar atrelado a um contrato (no caso com uma grande empresa de lâminas de barbear) que parecia ser dinheiro fácil. Psy deveria estar contando os minutos para entrar no avião e voltar para casa.
Aqui está mais um ponto curioso sobre nosso povo. Achamos que nossa cultura é a mais rica, bonita e interessante do mundo. Expomos mulheres nuas dançando uma música ininteligível até para ouvidos de pessoas naturais destas terras e queremos que o estrangeiro tenha por obrigação gostar do que está vendo. Depois não se entende o por quê de o Brasil ser considerado um país de prostitutas. Vendemos o que temos de pior. Criamos a cultura de país do sexo fácil e depois reclamamos.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
A Viagem (Cloud Atlas)
Sempre me interessei por teologia. Discutir religiões sempre foi algo muito tranquilo para mim. Não sou nenhum religioso xiita a ponto de achar que este credo ou aquele é o melhor e mais correto. Sempre achei interessante a questão do espiritismo e seus conceitos de reincarnação e de que o indivíduo, a cada passagem tem que buscar melhorar.
Partindo deste princípio, apesar de particularmente não acreditar em reincarnações, fui municiado de todos os conteúdos que já estudei sobre esse assunto assistir ao filme A Viagem (Cloud Atlas). Esperava ser surpreendido pelo filme. Posso dizer que não apenas me surpreendeu como excedeu minha expectativa.
A Viagem se desenvolve por meio de seis histórias que acontecem em períodos diferentes, indo do século XIX até um futuro apocalíptico distante.
O primeiro ponto que eu achei interessante no filme foi a questão da direção, os irmãos Wachowski de Matrix dirigiram as cenas nos cenários futurísticos enquanto que o diretor Tom Tykwer cujos os filmes não conheço nenhum dirigiu as cenas de época. Acreditava que este seria o problema do filme, mas ao assisti-lo dá quase para acreditar que trata-se da obra de um único diretor.
Cloud Atlas não é um filme fácil de se assistir, principalmente porque as seis histórias citadas não seguem uma sequência específica. Você pode por exemplo, estar assistindo a uma das histórias no futuro e simplesmente ver um corte para um ponto no passado sem qualquer tipo de explicação. Cabe ao expectador perceber qual a relação entre uma cena e outra, e acredite, existem relação sim.
A questão da evolução do indivíduo nas reincarnações é mais acentuada nos personagens que Tom Hanks interpreta. Ele evolui de um médico que envenena um paciente para roubar seu baú com moedas de ouro, até um pastor de cabras altruísta que descobre finalmente o valor de defender as pessoas que ama sem importar-se consigo.
Já os personagens interpretados por Hugh Grant e Hugo Weaving simplesmente não evoluem, ao contrário involuem.
As histórias em si só servem de pano de fundo. A questão central gira em torno das atitudes que os seres humanos tomam e suas consequências. Não há ninguém inteiramente bom, mas sim, pessoas que melhoram e pessoas que estão satisfeitas como são.
Existe um relacionamento homossexual neste filme. Acredito que ele foi posto ali justamente para chocar a platéia, ou talvez por vontade de um dos irmãos Wakowski que resolveu virar irmã Wakowski. Indiferente do motivo, percebi que a platéia começou a reclamar: "Filme de viado", "Olhas as bichinhas se beijando" e coisas do tipo podiam ser ouvidas. longe de mim querer dizer o que é correto em termos de comportamento sexual, contudo é claro perceber que o preconceito está lá, inerente ao ser humano. O interessante é que se você tentar assistir sem se importar que são dois homens se beijando, perceberá que é a história de amor mais verdadeira de todas as seis. Acredito que tenha sido necessária muita coragem por parte dos diretores e roteiristas ao abordarem o tema amor de maneira tão atípica. Considero mais um ponto positivo para o filme que aliás, tem histórias de amor heterossexual também.
O interessante é perceber que a pressão que este filme deve ter sofrido de seus financiadores para gerar quantias vultosas de bilheteria não influenciou em nada a ideia de seus idealizadores, acredito que o que está na tela foi feito para agradar ou não, mas foi feito da maneira que deveria ser, da maneira que foi pensado para ser.
O filme, ao meu ver tem um único ponto negativo. Em tempos de internet e câmeras digitais que filmam em alta definição fica complicado entender a estratégia dos distribuidores que ainda teimam por lançamentos com datas distintas em diversos países. Depois reclamam de pirataria. Em alguns mercados o filme foi lançado em 26 de outubro do ano passado enquanto aqui no Brasil, por exemplo, em 11 de janeiro.
Estou realmente surpreso com este filme. Após as bombas de Prometheus e do Hobbit não seria justo ir ao cinema para perder tempo de novo. Comecei 2013 bem no cinema.
sábado, 1 de setembro de 2012
Alex Clare - Too Close
Estava assistindo a televisão e vi o comercial do Internet Explorer 9. Eu particularmente não uso o browser da Microsoft a alguns anos, prefiro o Chrome, mas algo neste comercial me chamou a atenção: a música tema escolhida.
Too close do cantor britânico Alex Clare é aquele tipo de música que fica na cabeça. Eu achei o som muito bom e resolvi colocá-lo aqui no blog. Não conhecia o cantor mas procurarei mais material dele.
Too Close
You know I’m not one to break promises
I don’t want to hurt you but I need to breathe
At the end of it all, you’re still my best friend
But there’s something inside that I need to release
Which way is right, which way is wrong
How do I say that I need to move on
You know we have is separate way
I don’t want to hurt you but I need to breathe
At the end of it all, you’re still my best friend
But there’s something inside that I need to release
Which way is right, which way is wrong
How do I say that I need to move on
You know we have is separate way
And it feels like I am just too close to love you
There’s nothing I can really say
I can’t lie no more, I can’t hide no more
Got to be true to myself
And it feels like I am just too close to love you
So I’ll be on my way
There’s nothing I can really say
I can’t lie no more, I can’t hide no more
Got to be true to myself
And it feels like I am just too close to love you
So I’ll be on my way
You gave me more that I can return
Yet there’s so much that you deserve
Nothing to say, nothing to do,
I’ve nothing to give
I must leave without you
You know we have is separate way
Yet there’s so much that you deserve
Nothing to say, nothing to do,
I’ve nothing to give
I must leave without you
You know we have is separate way
And it feels like I am just too close to love you
There’s nothing I can really say
I can’t lie no more, I can’t hide no more
Got to be true to myself
And it feels like I am just too close to love you
So I’ll be on my way
There’s nothing I can really say
I can’t lie no more, I can’t hide no more
Got to be true to myself
And it feels like I am just too close to love you
So I’ll be on my way
So I’ll be on my way
And it feels like I am just too close to love you
There’s nothing that I can really say
I can’t lie no more, I can’t hide no more
Got to be true to myself
And it feels like I am just too close to love you
So I’ll be on my way
There’s nothing that I can really say
I can’t lie no more, I can’t hide no more
Got to be true to myself
And it feels like I am just too close to love you
So I’ll be on my way
So I’ll be on my way
So I’ll be on my way
So I’ll be on my way
Arriscarei uma tradução (mal e porcamente é claro)
Tão perto
Você sabe, eu não sou de quebrar promessas
Eu não quero machucar você, mas eu tenho que respirar
No final de tudo, você continua minha amiga
Mas existe algo dentro de mim que eu preciso liberar
Qual a maneira correta, qual a maneira errada
É como eu digo, preciso me mexer
Você sabe, nós temos caminhos diferentes
E eu sinto que estou tão perto de amar você
Não a nada que eu possa dizer
Eu não posso mentir mais, eu não posso esconder mais
Tem se tornado verdade para mim mesmo
E eu sinto que estou tão perto de amar você
E então estarei no meu caminho
Você me deu mais do que eu poderia retribuir
Ainda existe tanto o que você merece
Nada a dizer, nada a fazer
Eu não tenho nada a dar
Eu devo partir sem você
Você sabe, nós temos caminhos diferentes
E eu sinto que estou tão perto de amar você
Não a nada que eu possa dizer
Eu não posso mentir mais, eu não posso esconder mais
Tem se tornado verdade para mim mesmo
E eu sinto que estou tão perto de amar você
E então estarei no meu caminho
E então estarei no meu caminho
sábado, 23 de junho de 2012
Prometheus... que decepção
Assisti ao filme Prometheus e só posso dizer que não me lembro quando foi que senti tanta decepção por algo. Gerei uma expectativa muito grande. Via os trailers e não tinha dúvida de que este seria o grande filme do ano. Não será, nem chegará perto.
Existem erros grotescos no roteiro e na execução. Claro que a direção de arte e efeitos especiais são perfeitos, mas tirando isso, não passa de um filme raso e com uma excelente história que foi muitíssimo mal desenvolvida.
Ficção cientifica é mentira, coisa que não existe, mas deve ser ao menos plausível. O termo científico pressupõe ciência. Baseado nisso é correto afirmar que apesar de não ser verídico, os fatos relatados em uma obra deste gênero deve se embasar em conhecimentos e evoluções de conceitos do dia a dia.
Dito isso vou apontar alguns erros que entendo ser banais em se tratando de um filme desta envergadura: 1) Ao se descobrir indícios de vida extraterrestre algum governo de algum país deveria ser notificado. Dificilmente tal governo permitiria o envio de uma nave civil para exploração sem seu aval e sem acompanhamento militar. Se tal civilização alienígena teve tecnologia suficiente para chegar a terra haveria a possibilidade de terem desenvolvido armas e de serem hostis. 2) Após viagem de dois anos a nave Prometheus chega ao seu destino. Ela chegou a um planeta alienígena, distante e sem condições a vida. Ao invés de se mandar uma nave menor de reconhecimento com tripulação reduzida igual a do filme Aliens enquanto a nave maior fica em órbita protegendo o único meio de retorno a terra possível não, Ridley Scott decide enviar a nave diretamente ao planeta. 3) Aparentemente apenas o Sr, Wayland, sua filha, o casal de doutores e o androide sabiam o real motivo da missão. Os demais membros da equipe foram apresentados a este motivo quando estavam na órbita do planeta. Reflitamos sobre isso. Eles aceitaram entrar em uma nave espacial, viajar dois anos em animação suspensa até um planeta alienígena sem saberem o por quê. Inacreditável. 4) Na equipe havia um geólogo que com uns equipamentos em forma de esfera escaneou todo o lugar. Em princípio pensava-se tratar de uma caverna. O mapa tridimensional era enviado diretamente a nave e todos sabiam suas devidas localizações lá dentro. Pois bem, ao se separar do grupo principal, o tal geólogo se perdeu dentro da pseudo caverna. Ele fez o mapa pelo qual toda a equipe se orientou lá dentro mas ele conseguiu se perder. 5) É evidente que no futuro a medicina evoluirá e muito. Aquela mesa de operações totalmente automatizada poderá vir a ser desenvolvida, quem sabe, mas ter sua barriga cortada, ter um corpo estranho retirado de seu ventre, receber pontos que mais parecem grampos de papel e logo em seguida sair correndo e continuar correndo até o final do filme onde você tem que carregar a cabeça e o corpo de um robô (sem contar correr de uma nave em forma de rosquinha que a persegue) é simplesmente exigir um grau de desprendimento da realidade muito grande. 6) Para evitar que a nave dos engenheiros siga para a terra com muitas armas biológicas o capitão da Prometheus decide colidir sua nave com aquela. A reação dos dois pilotos é curiosa. Parecem que decidiram ir para uma festa. É como se morrer fosse algo simples e legal. Brincam com o capitão dizendo que ele pilota mal e vão em direção a morte. Aqui cabe duas observações. A primeira como citado anteriormente, seria o fato de não terem levado militares junto. Eles teriam provavelmente explodido a nave inimiga num piscar de olhos. A segunda seria o fato da nave Prometheus não possuir armas. Pensemos. Vou a um planeta onde possivelmente há vida muito mais inteligente e possivelmente armas mais potentes sem a ajuda do exército. O que eu faço? Armo minha nave até os dentes, certo? Errado, não coloco nem um estilingue a bordo. Tenso.
Como assisti ao filme uma unica vez, percebi apenas estes erros, mas com certeza devem haver muitos mais. Fico imaginando como um diretor como Ridley Scott e um roteirista como Damon Lindelof puderam cometer este crime que foi Prometheus. Acho que eles perderam a sensibilidade que a coisa toda requer. Saí do cinema frustrado. Esperei muito deste filme e o que eu vi não me agradou nem um pouco. Gastei dinheiro e perdi meu tempo.
domingo, 20 de maio de 2012
Fresh Prince of Bel Air
How funny Will Smith is. I remember, when I was young I watched this tv show. It's interesting to know the way he choose his name. It was practical. I never imagined that show was known for so much people.
The music was sung by everyone in the audience. It's incredible. I liked to whatch Will Smith in this interview because he sounds so spontaneous. He's a great actor and singer.
The music was sung by everyone in the audience. It's incredible. I liked to whatch Will Smith in this interview because he sounds so spontaneous. He's a great actor and singer.
domingo, 8 de abril de 2012
Cartola - O sol nascerá
A sorrir
Eu pretendo levar a vida
Pois chorando
Eu vi a mocidade
Perdida
Eu pretendo levar a vida
Pois chorando
Eu vi a mocidade
Perdida
Fim da tempestade
O sol nascerá
Fim desta saudade
Hei de ter outro alguém para amar
O sol nascerá
Fim desta saudade
Hei de ter outro alguém para amar
A sorrir
Eu pretendo levar a vida
Pois chorando
Eu vi a mocidade
Perdida
Eu pretendo levar a vida
Pois chorando
Eu vi a mocidade
Perdida
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Eu quero muito assistir a este filme
Ano novo e já estou de olho nos lançamentos do cinema. Quero muito assistir ao filme Prometheus que é um prelúdio a saga Alien. Abaixo segue o trailer. O filme promete.
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