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segunda-feira, 15 de abril de 2019

Hi Score Girl e uma saudade boa



Eu devia ter uns doze anos de idade quando tive meu primeiro contato com os jogos de fliperama. Fazia naquela época um curso de mecânica de automóveis em uma escola perto de casa. Não sabia, como qualquer garoto desta idade, o que queria fazer da vida. Ia para este curso mais por conta da vontade do meu pai.
A introdução é nostálgica porque remete a um tempo de minha vida que parece tão distante, mas enfim, o que diabos tem haver o curso de mecânica que eu fiz e o seriado Hi-Score Girl da Netflix? A resposta é simples. Havia um fliperama do lado da escola.
Lembro que prestava pouca atenção as aulas. Ficava a maior parte do tempo vendo os outros garotos jogarem. Muitas das vezes os professores me chamavam para a aula porque lá estava eu no fliperama. 
Essa paixão continuou por anos. Prestei prova para uma escola técnica em outra cidade. Passei, comecei a estudar e logo fui reprovado no primeiro ano. Muito dessa reprovação se deveu a The King of Fighters 95. Deixava de ir a aula para passar a manhã inteira jogando. Claro que haviam outros motivos para minha reprovação mas meu vício em fliperama foi um deles.
Os anos se passaram. Mudei meu gosto por jogos para RPG e consoles caseiros e cá estou vinte e seis anos depois escrevendo estas poucas linhas com um sorriso no canto da boca.
Hi Score Girl conta a história de Haruo. Um garoto com a idade próxima a que eu tinha naquele época. Ruim com os esportes, com a escola e com todo o resto, mas, dedicado aos jogos, principalmente a Street Figher 2. Ele nutre uma relação de ódio no começo mas de amor também por Ono, uma garota misteriosa e que é melhor do que ele nos jogos de luta.
Para quem foi criança e adolescente na década de 90 se reconhecerá em muito com as situações vividas pelo protagonista. Gastar todo seu dinheiro nos jogos, viajar para lugares distantes para conhecer novos fliperamas e games de luta. Fazer amizades sinceras e inimizades também. O caminho trilhado por Haruo é o mesmo que trilhei e o mesmo que muito por aí trilharam também.
Poucas obras hoje em dia me fazem refletir sobre minha vida e minhas lembranças. Talvez esse seja o motivo pelo qual Hi Score Girl tenha ganho um espaço no meu coração. Espero que traga boas lembranças a muito mais pessoas também.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Halo Primordium

O texto abaixo possui informações sobre o enredo do livro e personagens da série de jogos Halo. Sendo assim prossiga com a leitura apenas se de fato tiver curiosidade sobre os eventos desta história.


Halo Primordium é o segundo livro da trilogia "Saga dos Forerruners" e sucede a narrativa iniciada em Halo Cryptum.
A história é focada nas lembranças de um monitor encontrado quase destruído em um Halo por pesquisadores humanos após os eventos narrados no jogo Halo Combat Evolved. Tal monitor diz ter sido humano no passado e que seu nome era Chakas. 
Na trama, Chakas se vê perdido em um Halo após a queda da nave que o transportava. Para aqueles que leram o primeiro livro, sabem que o desfecho deste é o aprisionamento de Chakas, Elevação, Bornstellar e o Didata pelo Mestre Construtor.
O Mestre Construtor foi o responsável pela construção dos Halos. Estruturas gigantescas que serviam como arma contra o Flood e que se disparada eliminaria toda a vida senciente no universo.
O mestre Construtor também foi responsável por liberar o "Cativo", chamado pelos Forerruners de "Primordial" de sua prisão em Charum Hakkor (última cidadela humana) e de transportá-lo para o Halo em que a história se passa.
Salvo da queda por Vinnevra, uma humana nascida no Halo, Chakas inicia sua busca por seu amigo Elevação e pelo Forerruner Bornstellar. Ele acredita que seus amigos devam ter sobrevivido a queda de suas respectivas naves.
Vinnevra o apresenta a seu avô Gamelpar - no livro é descrito que tanto ela quanto seu avô possuem pele escura e se assemelham com os aborígenes australianos - que nasceu em Erde Tyrene (Terra), mas ainda criança foi levado ao Halo.
O trio de protagonistas começam a ter manifestações de antigos guerreiros que lutaram contra os Forerruners na guerra dez mil anos antes. Chakas vem a descobrir que o geas implantado nele pela Bibliotecária era a do comandante Forthencho, o Lorde dos Almirantes, grande inimigo do Didata no passado.
Após uma série de aventuras e de uma tensão amorosa com Vinnevra nunca desenvolvida, finalmente Chakas encontra Elevação e descobre o que aconteceu com o Halo em que estão. A Bibliotecária havia coletado vários humanos e os colocado na instalação 07 (nome dado a este Halo em que a história se desenvolve). Sabendo que os humanos haviam descoberto uma maneira de se tornarem imunes ao Flood, o Mestre construtor decidiu realizar experimentos neles na tentativa de descobrir uma maneira de se defenderem. Os experimentos geraram atritos entre os construtores e os modeladores de vida. Uma guerra se instaurou entre estas castas e o Flood, contido nos laboratórios chamados Palácios da Dor foram liberados contaminando a todos, menos aos humanos imunes. Durante as batalhas, várias partes do Halo foram sabotadas e ele está para colidir com um planeta próximo que Chakas descreve como tendo a cara de um lobo devido ao formato de sua superfície e das sombras projetadas.
Ocorre uma reviravolta na história e o grupo é encaminhado a sala do Cartógrafo Silencioso pela geas de Vinnevra. Lá eles encontram um monitor muito poderoso que foi corrompido pelo poder do Primordial. Este monitor quer agora a destruição de seus criadores, os Forerruners, mas ele sabe que para que seu plano se realize é necessário salvar a si, ao Halo e aos humanos que agora são considerados os novos mestres da estrutura.
Chakas é conectado ao Cartógrafo Silencioso que possui todo o conhecimento sobre o Halo. Sua mente se abre e ele passa a ter todo o conhecimento necessário para salvar a todos. Enquanto conectado a esta máquina, uma frota de naves se aproxima da instalação e descobre-se que se trata do Didata que tenta a todo custo salvar o Halo. Aqui surge um dos últimos mistérios do livro: Por que o Didata que em Cryptum era contrário a construção dos Halos queria a todo custo salvar aquele da destruição?
Descobre-se que este Forerruner, apesar de se parecer por demais com o Didata é Bornstellar que se desenvolveu como um guerreiro servidor e que praticamente não possui mais traços de sua casta original, a dos contrutores. Bornstellar está seguindo ordens da Bibliotecária que quer salvar os humanos dentro do Halo.
Bornstellar pede a Chakas que o ajude a manejar o Halo de modo a ele não colidir com o planeta. De posse de novos poderes assim por dizer, Chaka realiza o pedido mas vê seu corpo definhar e sua mente ser transferida aos poucos, através do Compositor para um monitor. Ele mais adiante passará a se o monitor 343 Guilty Spark visto nos jogos Halo 2 e Halo 3.
Após a destruição do grande monitor que controlava a instalação, Bornstellar, agora Didata e Chakas, ainda no corpo humano deteriorado vão ao encontro do Primordial que solta de seu corpo o pó que infecta a todos com o Flood. Eles descobrem que o Primordial é de fato o último dos Precursores e que este deseja a aniquilação dos Forerruners. O Primordial diz que o Flood não é uma praga mas algo que trará o consenso a galáxia pois fundirá todas as formas de vida. Ele diz que os Forerruners não são dignos de carregarem o manto e que este deverá ser passado aos humanos.
Para a surpresa de todos, o Primordial diz que os humanos não são realmente imunes e que o Flood decide quem quer contaminar. Ele diz que os humanos se desenvolverão, acumularão conhecimento para no futuro serem assimilados pelo Flood também.
O livro termina com o Cativo morrendo, Chakas se tornando um monitor e vendo Vinnevra e Elevação pela última vez.
Chakas, agora Guilty Spark se apodera da nave humana em que estava sendo estudado suprimindo sua inteligência artificial e inicia uma busca pela Bibliotecária que ele acredita ainda estar viva.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Halo Cryptum

O texto abaixo possui informações sobre o enredo do livro e personagens da série de jogos Halo. Sendo assim prossiga com a leitura apenas se de fato tiver curiosidade sobre os eventos desta história.


Halo Cryptum é um livro escrito por Greg Bear autor de romances de ficção cientifica tendo sido ganhador de diversos prêmios entre eles o Hugo e o Nebula.
A história do livro se passa em um universo fictício a cerca de cem mil anos no passado. Época esta em que os Forerunner ainda viviam e eram responsáveis por proteger o conhecimento, as outras espécies e manter a ordem a qual eles davam o nome de Manto.
O livro segue os passos do personagem principal. Um jovem forerunner chamado Bornstellar Nascido das Estrela de Duração Eterna. Ele pertence a casta dos construtores, a mais altas em sua raça. Bornstellar está em sua fase inicial de vida, tem aproximadamente mil e duzentos anos e ainda é um Manipular. Este nome é dado aqueles que ainda não sofreram mutações para alcançar a vida adulta. Os forerunners se desenvolvem através destas mutações.
O jovem manipular é apresentado como um indivíduo contrário as regras de sua família e de sua sociedade recusando-se a fazer sua primeira mutação. Se interessa pouco por política e seu maior desejo é desvendar o passado, procurar tesouros perdidos dos Precursores, raça esta já extinta e que acredita-se ter dado origem aos forerunners.

Didata
Por conta deste comportamento indomável e teimoso, seu pai o enviou a uma família de uma casta inferior, a dos mineiros no planeta Edom, na esperança de que lá ele aprendesse um pouco de disciplina.
Todo forerunner utiliza uma armadura que os protege, os cura de doenças e fornecem qualquer tipo de informação requerida através de uma inteligência artificial chamada Ancila. Estas ancilas conseguem entrar nos pensamentos do portador da armadura e saber tudo o que ele sabe, inclusive saber seu estado de humor bem como o que ele está pensando, porém, e apesar de parecer perigoso, cada ancila é fiel a seu portador.
Ao conhecer sua nova família de mineiros ele recebe uma nova ancila compatível com a doutrina e conhecimentos desta casta. Esta ancila ao ter contato com a consciência de Bornstellar descobre seu desejo por desvendar os mistérios do passado e o conduz a um planeta próximo chamado Erde-Tyrene (planeta Terra) informando que lá ele encontrará o que procura.
Fugindo de sua família adotiva ele inicia uma aventura que mal poderia imaginar como terminaria. Erde-Tyrene é o lar de uma raça de guerreiros antigos que foram derrotados pelos forerunners dez mil anos antes em uma guerra feroz. Estes guerreiros são os humanos. Seguindo os preceitos do manto, os forerunners não exterminaram a raça mas confinaram os sobreviventes neste planeta. Sem tecnologia ou meios de adquirir cultura e novos conhecimentos, os humanos involuíram ao ponto de se tornarem caçadores e coletores.
Chegando no planeta a ancila, o conduz a um tipo de pousada onde ele conhece dois humanos, porém, de raças diferente: Elevação um chamamune (homo florensis) e Chakas um hamamune (o livro dá a entender que se trata de um homo sapiens ou uma variação inferior, porém superior ao homo florensis) que serão seus guias até o que se acredita ser ruínas de um templo antigo. O primeiro mede um metro e meio tem um humor simples e demonstra grande inteligencia mas pela forma como se comunica através da fala, pelas proporções do corpo e por sua aparência, percebe-se que se trata de uma raça de humano inferior, já o segundo é mais alto e forte. Demonstra mais inteligência e tem as formas e feições parecidas com as de um forerunner.
Bibliotecária
Ocorrem diversos contratempos no caminho até a ilha onde está tais ruínas. Um destes obriga Bornstellar a retirar sua armadura. Descobre-se então que por conta dela os forerunner não precisam dormir. Sem elas eles voltam a necessitar deste tipo de descanso.
Ao alcançarem seu objetivo encontra-se uma estrutura forerunner conhecida como Cryptum. Um mausoléu onde descansa o corpo de um forerunner morto ou que retirou-se para meditação. Violar tal lugar é um grande desrespeito entre os forerunners.
A Cryptum é protegida por doze esfinges de guerra muito antigas e que ainda possuem marcas de batalhas. Quando todo o local parece querer atacar os invasores no intuito de se proteger, Chakas e Elevação entoam um canto antigo que desativa as armas e dá acesso ao local. Bornstellar fica impressionado pois em uma das situações de risco ocorridas anteriormente ambos conheciam cantos que os salvaram. O manipular começou a acreditar que os humanos possuíam geas que são informações implantadas em seu DNA por manipuladores de vida, uma casta dos forerunner responsável, por toda a medicina e tudo o que envolve a vida em si.
Eventos ocorrem e Bornstellar abre a Cryptum descobrindo um forerunner antigo mas ainda vivo confinado em seu interior. Este forerunner era ninguém menos que o Didata o maior de todos os Prometeus, o guerreiro servidor que lutou conta os humanos e os venceu.
O Didata acorda amaldiçoando aquele que o acordou. Ele esperava despertar de sua meditação por si só tendo alcançado uma certa iluminação. Seu corpo frágil demorou dias para se recuperar. Terminada a recuperação ele interroga Bornstellar que explicou seu anseio por aventuras o que culminou no encontro da Cryptum. O Didata encara Chakas e o reconhece como um ser perigoso, descendente da raça derrotada. Ele estranha estar em Erde-Tyrene e diz que sua Cryptum foi movida de seu planeta original para aquele. O Didata acreditava que o fato de Bornstellar tê-lo encontrado e de aparentemente os humanos possuírem geas só poderia se tratar de um plano oculto de sua esposa, a Bibliotecária.
A Bibliotecária é uma forerunner muita antiga, a manipuladora de vidas mais experiente. Ela detém o maior cargo assim por dizer, dentro de sua casta. É a líder de todos manipuladores de vidas.
Chakas e Elevação perceberam que uma cratera próxima chamada Djamonkin havia mudado seu formato após a abertura da Cryptum. O grupo segue para lá e descorem que a Bibliotecária havia preparado uma nave para que saíssem do planeta.
Esfinges de guerra do Didata
Eles embarcam nesta nave. O Didata tem um destino em mente. O planeta Charum Hakkor. Este foi o local que os humanos escolheram para ser a sede de seu grande império com os San'Shyuum, raça esta vista na série de jogos como os Profetas do Covenant sentados em suas cadeiras que levitam. Charum Hakkor é também o local onde o Didata conheceu a Bibliotecária ainda nos tempos de guerra. A razão do didata ter ido a este planeta é o receio de que uma arma que ele considera vergonhosa e uma ofensa ao Manto poder ter sido usada.
Bornstellar pouco descobriu, ao contrário, todo o ocorrido havia colocado mais dúvidas em sua cabeça. Ele pede mais informações ao Didata e ele tenta dá-las a ele através das ancilas de suas armaduras, mas ocorreu um problema. O Didata é um forerunner antigo com muito conhecimento e com muitas mutações sofridas enquanto que Bornstellar é um manipular sem nenhuma mutação. Este fato impossibilita o jovem de adquirir mais conhecimento. É necessário que ele sofra uma primeira mutação para poder assimilar estas informações. Tal processo requer um forerunner de sua casta mais velho para ceder-lhe parte de suas experiências e aparentemente orientar a evolução de seu corpo e mente, o problema é que ele está longe de sua família ou de qualquer forerunner da casta dos construtores.
O Didata então propõe uma mutação de patente muito comum entre a casta dos guerreiros protetores, porém, a mutação teria que ser realizada utilizando como modelo o único forerunner adulto por perto, ou seja, ele mesmo.
Bornstellar aceita. É explicado pelo Didata que erros como deformidades podem acontecer no processo e que o fato de ele estar realizando a mutação para uma casta inferior, pode dar um resultado imprevisível, porém, tal mutação pode ser revertida se assim o jovem desejar quando voltar a sua família.
O processo ocorre com o auxílio da nave que os transporta e Bornstellar agora é uma primeira forma. Ele mantém a aparência de um construtor em um primeiro momento mas percebe aumento de força física e de mental. Pouco a pouco seu corpo começa a se transformar tornando-se um meio termo entre um construtor e um guerreiro servidor.
Mestre Construtor Faber
Bornstellar e os humanos recebem armaduras com ancilas. O geas nos humanos fazem eles terem memórias de guerreiros humanos derrotados no passado o que aumenta a raiva contra o Didata. As memórias inseridas em seu DNA os fazem sofrer muito.
Ao chegarem em Charum Hakkor, o grupo encontra um mundo totalmente destruído. Aquele lugar que abrigou o auge de uma civilização não passava de um monte de ruínas. A atmosfera do planeta apesar de ainda existir não podia abrigar a vida o planeta morreria em breve. As armaduras protegeram a todos. O Didata parecia procurar uma grande construção onde havia algo que o interessava. Eles encontraram o local e lá dentro viram algo que se parecia com uma cela, a porta estava aberta. O que quer que houvesse lá dentro, ou teria morrido com a destruição do planeta, ou teria fugido. O Didata temia pela segunda hipótese.
Intrigado com o que havia acontecido com o planeta e sem ter encontrado qualquer tipo de resposta o Didata resolve procurar os dois planetas em quarentena onde os San'Shyuum foram confinados. Ao perceberem que perderiam a guerra, os San'Shyuum resolveram fazer um acordo com os forerunners e se renderam deixando os humanos sozinhos na batalha. Sua punição foi amena se comparada a dos humanos. A eles foi permitida o mantenimento de algumas tecnologias e viagens entre os dois planetas em quarentena, porém, eles não poderiam evoluir mais e não poderiam desenvolver tecnologia capaz de tirá-los daqueles planetas.
Durante o percurso, Bornstellar inquire o Didata sobre o que havia na cela em Charum Hakkor. O Didata explica que no planeta haviam ruínas antigas dos Precursores quando os humanos chegaram e que eles encontraram o ser que estava preso naquela cela criada pelos Precursores. Muitos cientistas humanos estudaram aqueles ser e ao descobrirem a verdade, alguns se mataram. Por entenderem se tratar de um ser perigoso, os humanos desenvolveram mais um dispositivo para reforçar a cela e não permitir qualquer contato que fosse com o cativo. Quando em Charum Hakkor, o Didata teve contato com este ser. Bornstellar sabia disso, aliás, devido a mutação orientada pelo Didata, Bornstellar passou a ter flashes de suas memórias e a ter acesso ao Domínio, um tipo de banco de dados que os forerunner alimentavam com todo o seu conhecimento. Porém, este acesso estava se mostrando falho tanto para Bornstellar quanto para o Didata.
Chegando a área de quarentena onde encontravam-se os planetas destinados aos San'Shyuum, Bornstellar começa a ter lembranças de como eram os San'Shyuum. Seres belos, sensuais e envolventes, com um poder de seduzir qualquer raça, menos os forerunners e os humanos.
Cryptum visto em Halo 4
O Didata verificou que os escudos de quarentena estvam em alerta. Bornstellar fica impressionado ao ver pela primeira um cruzador de guerra forerunner. O Didata explica que aquele é o Deep Reverence e ele espera que seu comandante ainda seja o seu velho amigo de batalhas, o Confirmador.
Deep Reverence é uma nave realmente imponente com seus cinquenta quilômetros de comprimento e dez quilômetros de largura. Um colosso alí, parado, vigiando e guardando os inimigos derrotados.
Um sinal de rádio é enviado a Deep Reverence e a imagem que aparece no visor é de um velho guerreiro servidor, meio deformado e com muitas cicatrizes, o Didata o reconhece, é o confirmador. Ocorre uma conversa breve onde descobre-se que o confirmador foi deixado sozinho na fortaleza.
Ao desembarcarem na Deep Reverence todos ficam impressionados com o nível de degradação da nave. O Confirmador, explica que os escudos de quarentena estão em alerta devido a algumas visitas feitas pela Bibliotecária recentemente ao planeta. Aparentemente estas visitas causaram um alvoroço entre os San'Shyuum.
Ao ser questionado pelo Confirmador o motivo desta visita o Didata responde que o Mestre construtor havia terminado sua arma e a usou contra Charum Hakkor. O Confirmador esboçou um semblante de inconformação, mas retornou ao seu estado de letargia e indiferença.
O Didata resolve descer a um dos planetas em quarentena. Faziam mil anos que ele não via sua esposa e ele queria saber o que estava acontecendo lá embaixo e quais eram os planos de sua amada.
Durante a descida o Didata falou da vitória sobre os humanos. Ele explicou que a Deep Reverence foi deixada ali por vergonha. Os humanos fugiam de um flagelo que os atacava e por conta disso foram obrigados a adentrar nos domínios dos forerunners invadindo mundos. Os humanos conseguiram vencer este inimigo que os afligia mas esta vitória lhes custou muitas vidas e muitos recursos o que tornou a vitória dos forerunners mais fácil apesar da resistência formidável. O Didata se sentia envergonhado pela vitória desonrosa e este foi um dentre vários motivos que o fez entrar na Cryptum para meditar.
Bornstellar teve uma das lembranças do Didata naquele momento. Ele sabia que este inimigo eram os Flood. Os forerunners souberam contra o que os humanos lutaram mas não tiveram contato com tal ameaça, sequer viram ou presenciaram a forma deste flagelo. Tudo o que eles sabiam eram as informações deixadas pelos humanos.
Presumivelmente Chakas e Elevação na arte da capa
Após atravessarem o escudo, na órbita do planeta, uma frota de naves os esperava. O Confirmador, após anos de serviço parece ter afrouxado na segurança e parece ter perdido parte de sua lucidez também. Não eram naves de modeladores de vida pois possuíam armas. Os seguranças dos construtores estavam lá.
Ainda que a nave deixada pela Bibliotecária fosse formidável, ela não seria capaz de enfrentar um frota inteira. A ancila recebeu ordem para se renderem. Supressores de inteligência artificial foram impostos a nave, suas armaduras travaram, suas ancilas pessoais silenciaram.
Algumas esfinges de guerras mais modernas que aquelas da Cryptum entraram na nave e destruíram as esfinges antigas. Estas esfinges não eram apenas protetoras do Didata. Elas possuíam as impressões dos filhos que ele havia tido com a Bibliotecária e que morreram durante a guerra com os humanos, eram as últimas lembranças deles.
A esfinges que atacaram em seguida rebocaram os corpos inertes da tripulação para a superfície do planeta. Durante esta queda Bornstellar teve acesso ao Domínio que lhe informou estar chegando ao fim a história dos forerunners. Em um surto de memórias uma palavra veio a sua mente: Halo. Ele então desmaia.
Bornstellar acorda. Uma voz o pergunta o que fizeram a ele e o chama de manipular. A voz era educada e calma. A supressão de sua armadura é então diminuída e a voz novamente pergunta o que o Didata fez a ele e mais uma vez o chama de manipular.
Ofendido Bornstellar diz que não é mais um manipular e sim uma primeira forma. A voz o analisa e diz que ele tem cheiro de um guerreiro servidor mas se parece com um construtor disforme.
A voz pergunta se ele sabe onde está. Ele responde o que viu durante a queda, então a voz informa que ele está em Janjur Qon, o maior dos planetas San'Shyuum em quarentena e que os antigos inimigos voltaram a se rebelar após as visitas da Bibliotecária.
A voz fez mais uma pergunta, se ele sabia o motivo das visitas da modeladora de vidas ao planeta, mas Bornstellar respondeu não saber. Seus sentidos estavam se recuperando ele pode ver mais nitidamente quem estava falando. Era o Mestre Construtor, o maior dentre todos em sua casta e líder do conselho. Ele tinha o visto antes mas na época ele ainda não tinha este título, ele era chamado por seu nome original: Faber.
Mestre Construtor informou que o pai de Bornstellar foi informado de seu paradeiro e que ele ficaria aos seus cuidados até que fosse devolvido a sua família. Os supressores da armadura foram ativados novamente e Bornstellar desmaiou mais uma vez.
Ao acordar novamente ele estava em uma planície no planeta, os San'Shyuum estavam lá mais eram velhos, decrépitos e aleijados em cima de cadeiras com rodas, nada pareciam com as lembranças do Didata, em seguida chegaram três bolhas de confinamento estavam nelas Chakas, Elevação e o Didata, mas a bolha do Didata tinha um dispositivo que o fazia sentir muita dor, por fim chegaram uma nova leva de San'Shyuum, estes, apesar de feridos e mutilados, se pareciam com aqueles seres extremamente sensuais. Ocorria alí um golpe, mas os insurgentes não eram os jovens San'Shyuum e sim os velhos. Uma série de questionamentos ocorrem e o Mestre Construtor queria basicamente saber como os humanos haviam destruído a ameaça dos Flood, mas os San'Shyuum não sabiam. Enfurecido, Mestre construtor se voltou para o Didata que informou que um dos profetas San'Shyuum mais antigos sabia o segredo, mas para a infelicidade do Mestre Construtor, ao invadir o planeta, sua frota destruiu a torre onde o profeta morava matando-o. O segredo havia se perdido para sempre.



quarta-feira, 10 de julho de 2013

Halo Reach


Por muito tempo o livro foi a única maneira de se narrar uma história. Então, surgiu o rádio que com toda a sua facilidade podia trazer informações, lazer e cultura de forma mais prática. Depois a televisão que somava tudo isso a imagem.
Muitas histórias foram, são e serão contadas nestes formatos, porém, existe um outro aparelho que de brinquedo passou a entretenimento sério e hoje está galgando a posição de distribuidor de informações: o videogame.
A introdução acima se faz necessária para que se entenda o que é a série de jogos Halo. Trata-se de uma mitologia multicanais distribuída principalmente por meio dos videogames, mas por livros, gibis, seriados e filmes também.
Halo Reach talvez seja a melhor história já contada nesta série porque trata das questões que culminaram no primeiro jogo da série: Halo Combat Evolved.
Estamos no futuro, séculos a frente, a raça humana está em guerra com o Covenant, um conglomerado de raças alienígenas que tem em comum uma mesma religião. Tal raça começa a invadir e conquistar as colônias humanas em diversos planetas, seu destino, a Terra. O planeta Reach é a colônia humana mais importante, é lá onde a UNSC (United Nations Space Command) desenvolve tecnologias bélicas. Lá é também o local onde foi desenvolvido o projeto Orion que deu origem aos Spartans, entre eles o famoso John-117, o Master Chief.
A história começa com o Noble Team sendo escalado para verificar a interrupção de um transmissor de comunicação da UNSC. Esta equipe é formada por cinco Spartans com altas patentes. O jogador assume o papel do sexto integrante que recebe o nome de Noble SIX.
Ao investigarem o problema do transmissor, que até então pensava-se ser obra de dissidentes terroristas, descobre-se que o Covenant invadiu o planeta sem que os humanos percebessem e estão preparando aquilo que será uma invasão maior e por fim a conquista de Reach.
O Jogo possui dez missões em que várias habilidades serão requeridas. Os gráficos são belos e a narração em português faz com que o entendimento da história seja fácil.
Neste jogo conheceremos personagens principais do universo Halo como a doutora Catherine Halsey, mãe do projeto Spartan, a inteligência artificial Cortana, companheira inseparável de Master Chief. Será visto pela primeira ver um artefato Forerunner e a nave Pila de Outono.
Para aqueles que se interessam não apenas pela jogabilidade mas por um enredo envolvente e quer entender  a história por trás desta série de jogos, o correto é jogá-los na seguinte sequência: Halo War, Halo Reach, Halo Combat Evolved, Halo 2, Halo 3 ODST, Halo 3 e Halo 4. Note que os jogos não estão organizados por data de lancamento e sim por ordem cronológica da mitologia.
Boa história, boa jogabilidade, bom entretenimento. Halo Reach é a prova de que boas histórias podem surgir em qualquer mídia inclusive em uma mídia ainda vista como coisa de criança como o videogame.