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quarta-feira, 18 de março de 2020

Lágrimas


Por vezes as lágrimas apenas vêm. Sem pedir licença e tampouco se importando se é o momento e o lugar certo.
Elas transbordam quando não há mais o que se fazer. É o recurso final da alma quando esta se cansa de tanto lutar.
São como palavras tristes que carregam toda uma dor para a qual não se tem solução.
É a forma de se gritar para o mundo o quanto tudo está errado e ainda assim fluído.
Por vezes as lágrimas apenas vêm. Chegam de uma maneira incontrolável, entre soluços e olhos cerrados, pensamentos reincidentes e constantes.
Estragam a maquiagem, avermelham os olhos e enruga todo o rosto.
Geram empatia e pena àqueles que por perto estão, as indiferença a quem por tantas vezes já perdeu em tantas noites de choro.
São o ápice de algo que precisa ser posto para fora mas não sai.
Lágrimas são o que são. Pequenas gotas de grandes sentimentos por vezes sem sentido, por vezes dolorosos mas tão vivos dentro de nós.
Venha e transborde. Derrame e deforme mas acima de tudo faça ir embora a dor.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Já faz um ano

Dia 5 passado fez um ano que escrevi algo por aqui. Um bom tempo eu diria, mas não significa que a vida parou. Talvez seja o caso de falta de inspiração mas com toda a certeza não é o caso de falta de coisas para fazer.
Neste intervalo de um ano muitas mudanças ocorreram. Passei a morar sozinho o que inevitavelmente me levou a ter que cozinhar minha própria comida. Parece cômico e aqueles que me conhecem sabe a negação que eu era na cozinha.
O fato é que após um ano vejo um saldo positivo de mudanças. Protelei demais e hoje tento recuperar o tempo com novas experiências diárias, mas todas enriquecedoras.
Nova vida, novos ares e um melhor ânimo. Tenho me percebido mais solto e comunicativo. Acredito que aqui o pouco mais de idade tenha me permitido olhar as coisas ao meu redor de uma maneira mais suave.
Por fim, continuo acreditando sem ressalvas que mudar ainda é a única certeza imutável e que o novo abre se apresenta em diversas oportunidades. Tudo é uma questão de observar e agarrar aquela que melhor se apresenta.

sábado, 17 de setembro de 2016

Abraçar a eternidade...



Hoje eu morri... e renasci
Para depois me atormentar
Sem nexo, sem sentido
Sem gosto, sem gostar...

Cresci. Pouco, mas cresci
Longe dos olhares,
Mas ainda assim preocupado...
Com os olhos

No tempo me perdi...
Como quem perde vida
Como quem perde tudo
Vi perante meus olhos
O bater de asas de um sonho...

Triste e sozinho...
Abracei o amargor
Abracei a eternidade...
Do que poderia ter sido, 
Mas não foi...

Brilhante em outros sóis se foi
Escuro em uma penumbra ficou
Não mais existo e não mais existirá
Não este raio de sol...
Não este momento...

Nunca mais...



domingo, 14 de junho de 2015

Decepção


Talvez a decepção seja o mais triste dos sentimentos.
A dor de amor dói.
A dor da perda dói.
A dor da saudade dói.
A dor da distância dói...
Mas a decepção não. Ela não dói mas ainda assim pulsa.
Ela lateja e inequivocamente te desarma onde se pensava ser mais forte.
Ante tamanho descontentamento, que fazer? O que pensar?
Frustração que macula a alma e faz o mal surgir nos corações.
Ante tamanha imposturia como agir? A quem recorrer?
De todo o melhor que meus defeitos permitiram existir em mim, a confiança sempre se mostrou ser a mais insensata e ainda assim a melhor de todas as minhas qualidades.
Mas sofre-se assim, sofre-se mais uma vez, mas aprende-se e de dor em dor vão se superando os percalços. Ainda não se inventou uma maneira de evitarmos uma mentira, mas com toda a certeza, para toda mentira haverá uma verdade e esta gritará e aparecerá e por fim prevalecerá...

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Ano novo, vida na mesma


Eis que começa 2014 e com ele novas esperanças se renovam. Novos planos são feitos, metas são traçadas e prometemos a nós mesmos que faremos tudo diferente.
Na teoria é tudo bonito, mas há que se lembrar que um ano sucede o outro e sendo assim, olhando friamente para a questão, o ano não é novo e sim uma sequência do anterior. Talvez este seja o motivo pelo quanto não tenhamos tanta facilidade para fazermos o novo e sim facilidade para darmos continuidade a exatamente o que fazíamos no ultimo dia do ano passado.
Renovar não requer exatamente uma data, nem um momento, nem um período, nem um acontecimento, apesar de todos serem geradores de mudança.
Desejo a todos que tenham a percepção do que é necessário mudar e que tenham a coragem e as condições para fazê-lo e sim, que seja em 2014 porque afinal de contas ainda não se inventou uma maneira de voltar no tempo. Feliz 2014.